Propósito. Alguns dizem que não ter um propósito de vida, determinado por um ser divino, tira o motivo de querer viver.
Mas, o fato é que, não há um propósito de vida determinado por um ser divino. Não há.
E agora? O que fazer?
Quando se confrontam com a situação de que esse mítico “propósito de vida” só existe na crença e não na realidade, as pessoas podem ter reações diversas. Para simplificar, vou dividir as pessoas que passam por isso, em 3 grupos.
1º grupo: Formado por aqueles que podem querer continuar se iludindo e insistir em procurar essa crença em outra interpretação.
2º grupo: Formado por aqueles outros que vão perceber que não há propósito e decidem algo como ⎯ ‘já que é assim…’ ⎯ viver suas vidas de maneira egoísta e autodestrutiva.
3º grupo: Formado por aqueles que vão encarar a realidade e decidir como eles próprios poderão atribuir propósito à sua existência. Eu estou nesse terceiro grupo.
“Estás querendo dizer que o terceiro grupo é ‘o melhor’?” Sim, é isso mesmo que eu quero dizer, até porque as opções dos outros dois grupos, ‘se iludir’ e ‘se autodestruir’, não são boas opções.
Melhor é se conformar com a realidade e a partir dessa constatação, atribuir, por si próprio, propósito à sua própria vida.

Propósito de vida
A palavra propósito, parece ter sua origem etimológica em duas palavras do latim, ‘pro’ e ‘pono’ (ou ‘ponere’) e significa algo como “por à frente”, ou seja, algo que precisa ser planejado para depois ser alcançado.
Então, atribuir, por si próprio, propósito à sua própria vida, faz sentido até na acepção básica da palavra ‘propósito’, assim como o fato de apenas o indivíduo poder viver sua própria vida.
E visto que é algo pessoal, nos resta assumir, planejar e agir.
Do meu ponto de vista, faz muito sentido que a própria pessoa planeje seus objetivos de vida e depois tente alcançá-los, vivendo.

